24 de janeiro de 2013

Quanto Tempo Até Um Milhão?

Olá Investidores,

Há alguns anos atrás eu participei da criação de uma ferramenta para o Banco Itaú chamada Quanto Tempo Até Um Milhão.

A ferramenta é um simulador que calcula, a partir de rendas e despesas atuais e projetadas. É uma ferramenta divertida e pode ser acessada e compartilhada pelo Facebook.


O Itaú fez esta ferramenta com o intuito de fazer as pessoas planejar melhor os investimentos.

Espero que gostem.

Bons Investimentos!

18 de janeiro de 2013

Como converter taxa de juros anuais, mensais, acumulado?

Olá investidores de valor.

Hoje vou ensinar uma conta simples de como fazer para converter uma taxa de juros em anos ou meses, etc.
Exemplos:

1)      Se você paga  10% a.m. no cartão de crédito, quanto vai ficar ao ano?
A fórmula é a seguinte:
10% = 10/100 = 0,10
Jaa= (((Jam+1)Qtde de Meses)-1)x100
Jaa=(((0,10+1)12)-1)x100
Jaa=(((1,1)12)-1)x100
Jaa=((3,14)-1)x100
Jaa=(2,14)x100
Jaa=214,84%
2)      Se você obtiver um rendimento anual de 15%, após 10 anos quanto de juros terá acumulado?
Jacumluado=((0,15+1)10)-1)x100
Jacumulado=304,56%
3)      Após um período de 30 anos eu tive um rendimento acumulado de 1000%, qual foi a taxa anual?
1000% = 1000/100 = 10
Jaa=((1000/100 + 1)1/30+1)x100
Jaa= 8,32%

Bom, agora é a vem a maravilha e o desastre da taxa de juros. Warren Buffett, um dos maiores investidores da história do planeta conseguiu a façanha de conseguir uma média anual de 20%aa de retorno sobre os seus investimentos. Pouco? Ele fez isso durante uns 46 anos e meio, vamos arredondar para 47. Isso seria uns 526.545% em outras palavras, se você investisse com ele $10.000 há quarenta e sete anos atrás você teria mais de 50 milhões. Por isso os investidores em valor apostam em rendimentos pouco mais baixos, porém constantes. O importante é sempre ter os juros acumulados, mais uma vez repito a famosa frase:
“Não sei quais são as sete maravilhas do mundo, mas certamente conheço a oitava: os juros compostos.” Barão de Rothschild

Como fazer no excel?

1) =((0,1+1)^12)-1
2) =((0,15+1)^10)-1
3) =((10+1)^(1/30)-1)

Aperta o botão de % que já vai sair no formato certo.

3 de novembro de 2012

Comparação de Fundos

Olá Investidores de valor!

Já ouviram falar no site Comparação de Fundos?

Um de nossos leitores sugeriu que eu fizesse um post comentando sobre este site. Segundo o site, diz que foi criado pela Endowments do Brasil e é autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Não sei ao certo a veracidade desta informação, pois a primeira vez que eu ouvi falar nesse site da Comparação de Fundos foi em um vídeo de 45 segundos do youtube em um evento chamado EPICENTRO que foi idealizado pelo Ricardo Jordão Magalhães da Bizrevolution. Apesar de talvez os caras que realmente criaram o site não estarem ganhando toda a credibilidade, fico feliz por esta startup crescer bastante e ganhar esta dimensão e nos oferecer este serviço maravilhoso. Segue abaixo o vídeo do Daniel Resende procurando expandir os serviços do Comparação de Fundos.


Acabei de descobrir que eles também têm uma página no Facebook e acabei de dar um like. Segundo o site Clippingmp, os criadores do site, Daniel Resende e Daniel Ávila se conheceram na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e investiram tempo para suprir uma necessidade que o Resende tinha de encontrar informações sobre fundos de investimentos e após 8 meses depois do lançamento o site já conta com R$20 milhões em caixa.

Na minha opinião, o site comparação de fundos é muito útil, fácil e intuitivo de utilizar. O site é gratuito, tem uma base de dados de 11 mil fundos e você pode fazer vários tipos de comparações: entre fundos, ibovespa x fundo, cdi x fundo, entre outros. Este serviço permitiu que eu visse mais de perto como o desempenho do investimento em valor ao longo do tempo pode ser bem mais rentável que outros tipos de investimentos.

Abaixo coloquei gráficos sobre um fundo que gosto bastante que é o FAMA Futurewatch I, da FAMA Investimentos, em comparação com o CDI.

1 ano


2 anos




5 anos

15 anos



E agora alguns gráficos comparando o fundo Pava FIA com o Ibov.

1 ano


2 anos


5 anos


15 anos

Pode-se perceber que o value investing funciona melhor ao longo do tempo, ou seja, é um investimento que deve ser feito em longo prazo. Selecionei estas duas empresas no dedo porque eu assisti os dois gestores (Fábio Alperowitch e Renato Opice Sobrinho) em um evento organizado pela Value Investing Brasil e realmente gostei da apresentação deles.

Melhor do que o gráfico são os resultados que poderiam ter sido obtidos se o dinheiro investido fosse nosso. Não?


Se você não sabe investir dinheiro em ações, procure um fundo de investimento confiável, faça uma comparação e coloque seu dinheiro para trabalhar para você! Olha só que maravilha que é o dinheiro aplicado ao longo do tempo!

Um abraço e bons investimentos!

“Não sei quais são as sete maravilhas do mundo, mas  certamente conheço a oitava: os juros compostos.”  Barão de Rothschild

22 de outubro de 2012

A fórmula mágica de Joel Greenblatt no Brasil. Funciona?

Olá investidores de valor!

Depois de um longo tempo sem escrever nada, estou entusiasmado a escrever com maior frequência. Este ano eu decidi fazer muitas coisas diferentes que também tenho interesse além de investir de ganhar dinheiro.

Neste ano estudei Teatro e atualmente estou passando pelo renomado treinamento de relações humanas no Dale Carnegie Training. Para quem não conhece Dale Carnegie e seus famosos livros: Como Fazer Amigos & Influenciar Pessoas e Como Evitar Preocupações e Começar a Viver deveria tirar um pouco dos preconceitos sobre os livros de auto-ajuda e saber um pouco mais sobre Dale, que veio do interior do Missouri para ensinar líderes de Nova Iorque sobre como falar em público, tratar as pessoas e evitar preocupações.

O que isto tem a ver? Eu descobri este curso lendo A Bola de Neve, a biografia de Warren Buffett, onde o mesmo cita que o curso do Dale foi o melhor curso que ele fez na vida. Mas isto é assunto para outro post.

Neste post vou traçar uma linha conectando um post que fiz escrevi há mais de dois anos atrás sobre uma carteira de investimento que propus e qual foi a sua evolução.

O post que escrevi, em 22 de junho de 2010, era sobre a famosa fórmula mágica do The Little Book That Beats The Market ou  O mercado de ações ao seu alcance (português) de Joel Greenblatt. Com base nos valores fornecidos pelo site Fundamentus vou simular os valores da carteira de ações daquela época fazer uma média ponderada da carteira e comparar com o índice bovespa durante o período.

O método da seleção inicial foi baseado na fórmula mágica de Greenblatt, mas depois eu tive que fazer dois filtros. O primeiro filtro foi eliminar empresas que tinham uma saúde financeira ruim e o segundo filtro foi por critério de eliminação devido as limitações de variedade de ações disponíveis no folhainvest.

Segue abaixo a variação no período. Você pode notar que as ações estão com valores diferentes do post que escrevi em 22/06/2010 por que naquela época eu não estava com o preço de fechamento do pregão ou no caso da AMBV4 e CRUZ3 houveram desdobramentos durante esses 2 anos. Então eu peguei o valor que seria o equivalente aquela época no site fundamentus.


A carteira valorizou, sem considerar divididendos, 93,5% no período  ou 39,1% a.a. enquanto o Ibovespa teve uma queda de 14% ou -7,5%a.a. Se considerarmos dividendos a distância fica ainda maior. A carteira ficaria com uma valorização de 120,9%  ou 48,6% a.a.

Eu comprei duas dessas ações e infelizmente uma delas eu já vendi, mas posso dizer que me rendeu muita felicidade, vendi em meados de março e ela continuou a subir. A outra continua me trazendo alegria durante este ano. Se você acompanhar a valorização dessas ações somente neste ano você consegue deduzir quais são as duas ações qual eu comprei.

O critério de Greenblatt não filtra somente boas empresas, mas é um ótimo filtro para descobrir BOAS empresas que estão BARATAS em relação ao seu caixa.

"Preço é o que você paga,valor é o que você leva"
Warren Buffett

17 de maio de 2012

As maiores fortunas da bolsa

Reportagem da revista: EXAME
Texto Extraído de: Máquina News

GIULIANA NAPOLITANO 

OS ENGRAXATES ENTRARAM PARA A HISTÓRIA DAS FINANÇAS MUNDIAIS COMO TROUXAS. O CULPADO PELA MÁ FAMA, como se sabe, é Joseph Kennedy (investidor arrojado e pai de John, presidente americano), que decidiu vender suas ações quando começou a receber dicas de investimento da pobre alma que polia seus sapatos em Wall Street. Saiu da bolsa logo antes da crise de 1929. Para entender a moral da história, é útil pensar no mercado financeiro da época como urna cebola. Tubarões da bolsa, corno Kennedy, estão nas camadas centrais e começam a ganhar dinheiro muito antes dos outros. O boca a boca vai levando o investimento em ações a entrar na moda nas camadas mais externas da cebola. Quando o processo termina, e aqueles que nunca compraram ações começam a achar que sabem tudo sobre os humores do mercado, é sinal de que há uma bolha e que, para os tubarões, é hora de vender - e deixar que os trouxas percam suas parcas economias. Uma pena, para a reputação dos engraxates, que Kennedy não tenha conhecido o brasileiro Luiz Barsi. 

Filho de imigrantes espanhóis, Barsi perdeu o pai quando tinha 1 ano. Morava, então, num cortiço no bairro do Brás, no centro de São Paulo. Ainda criança, engraxava sapatos para ajudar a mãe a pagar as contas. Nos anos 60, começou a trabalhar numa corretora - e decidiu investir o que sobrava de seu salário na bolsa. Comprou, por uma ninharia, ações do Banco do Brasil, da elétrica Cesp e de outras dezenas de empresas. O resultado de décadas de paciência é espantoso. Barsi é, hoje, um dos maiores investidores individuais do pais - tem mais de 1 bilhão de reais aplicado em ações, 

Barsi, que mantém a simplicidade quase exagerada dos tempos de engraxate (apesar de bilionário, anda de metrô e veste as roupas mais simples que pode), faz parte de uma nova elite que se formou na Bovespa - uma elite cuja população pode ser contada nos dedos das mãos. São os donos das maiores fortunas da bolsa, gente que não apenas ganha muito dinheiro, mas que também influencia decisões de empresários, serve de farol para outros investidores e acabou se tornando uma evidência da transformação por que passou o mercado de capitais brasileiro. Há coisa de 30 anos, quando essa turma começou a comprar ações, a bolsa brasileira era pouco relevante para a economia e um campo minado para o pequeno investidor. Quem tinha mais dinheiro frequentemente conseguia manipular o preço dos papéis, e havia pouquíssimas regras para proteger os engraxates das malandragens dos tubarões. Atualmente, o cenário é bem diferente. Homens como Barsi não ganharam suas fortunas fazendo grandes estripulias, apostando em derivativos complexos e informações privilegiadas ou lançando mão de fórmulas matemáticas inacessíveis. Suas histórias, que trazem preciosas lições para quem já entrou ou pretende entrar na bolsa, mostram um salto qualitativo da economia brasileira nem sempre percebido por quem não aplica em ações. 

O CHEFE DA TURMA 

É muito difícil saber qual o patrimônio exato dos maiores investidores do país. Pelas regras do mercado nacional, eles só são obrigados a divulgar suas apostas quando detêm mais de 5% das ações de uma empresa. Mas, felizmente, muitos deles têm participações superiores a isso em diversas companhias abertas brasileiras - e, como todos falam com todos no mundinho dos bilionários da Bovespa, é possível estimar quanto cada um deles tem em ações. Fazendo as contas, pode-se dizer que º gaúcho Lirio Parisotto é o mais rico do grupo. Sua fortuna foi estimada em 2,1 bilhões de dólares pela revista americana Forbes, que o considerou o 24" homem mais rico do país (o outro investidor a entrar na lista foi Antonio José Carneiro, conhecido como Bode. com uma fortuna de 1,1 bilhão de dólares acumulada após investimentos em empresas de construção, energia elétrica, petróleo e outras). 

Primogênito de uma família de dez irmãos que vivia de uma pequena produção agrícola no interior do Rio Grande do Sul, Parisotto quebrou a cara várias vezes antes de criar sua estratégia de investimentos vencedora - certamente, uma das mais monitoradas pelos pequenos investidores do país. O primeiro tombo ocorreu em 1971, quando vendeu um carro e aplicou tudo em ações. A Bovespa despencou e ele diz ter perdido praticamente tudo (o erro: aplicar de uma só vez uma parcela significativa do patrimônio na bolsa. o que deixa qualquer um vulnerável a uma queda súbita). Nos anos 80, entrou quando a Bovespa estava em alta e teve prejuízo de 200 000 dólares (o erro: não teve estômago para aguentar a queda e ven-deu suas ações). 

Parisotto começou a ganhar dinheiro de gente grande quando abandonou a pressa. Obrigou-se a seguir algumas regras de invesrimento que, vistas de fora, parecem monótonas e, sobretudo, incapazes de gerar fortuna alguma. O principal pilar de sua estratégia é saber, de forma cristalina, o que não fazer. Parisotto jamais compra ações de empresas que dão prejuízo. Para quem quer ganhar um trocado rápido, investir nesse tipo de companhia pode fazer um baita sentido, já que essas são as ações mais depreciadas. O maior investidor brasileiro passa longe de apostas dessa natureza. Nada de embarcar em promessas de viradas empresariais mirabolantes ou em projetos de expansão custosos. Ele também não investe em aberturas de capital e não compra ou vende em razão de boatos sobre fusões e aquisições. 

O que ele faz, então? Compra avidamente papéis de companhias que pagam dividendos elevados. Hoje, tem em sua carteira ações das processadoras de carrões Cielo e Redecard. da fabricante de material de construção Eternit e da empresa de energia Eletropaulo. Papéis como esses, que costumam ser desprezados pela maioria dos investidores fora de períodos de crise, explicam boa parte da fortuna de Parisotto, Barsi e outros grandes acionistas. Um levantamento feito pela gestora Venture mostra que o retorno médio em dividendos em relação ao preço da ação foi de 4~o desde 200:;. O melhor de tudo: os dividendos são isentos de imposto de renda, já que as empresas pagaram os impostos antes de distribuir o lucro aos acionistas. "0 que me interessa é quanto recebo com dividendos", diz Barsi. "O mercado pode subir ou cair que continuo ganhando o mesmo. Simples assim." 

É claro que, na prática, as coisas complicam um pouco. O segredo, no caso dos investidores retratados nesta reportagem, é saber escolher empresas que mantenham uma política estável de dividendos - ou então aruar para garantir que elas sejam generosas com os minoritários. Como costumam ter fatias relevantes do capital das empresas em que aplicam, esses investidores conseguem partici par da gestão: podem sugerir mudanças, vetar planos de investimento e até aprovar a contratação de executivos. Talvez seja esta a face mais importante dessa turma - sua capacidade de intervir nas empresas e melhorar a gestão. Alguns dos casos mais barulhentos foram protagonizados pelo paulista Silvio Tini, dono de 23% do capital da Alpargutas e um dos maiores acionistas da mineradora Paranapanema e da empresa de limpeza Bombril - o que dá a ele um patrimônio superior a 1 bilhão de reais. Há cerca de dez anos, Tini teve uma queda de braço com a Alpargatas sobre dividendos: ele queria um pagamento trimestral, e a empresa fazia uma distribuição anual. Venceu a disputa. Mais tarde, conseguiu vetar o plano de unir o caixa da companhia ao do grupo Camargo Corrêa, seu controlador. A união tornaria o balanço menos transparente por fundir números de empresas distintas. Depois disso, 
dizem pessoas próximas, ele acalmou - até porque as ações da empresa valorizaram 5500% na última década. 

Como se viu no caso da Alpargatas, a influência dos donos das maiores fortunas da bolsa pode mudar a vida de milhares de investidores minoritários, que acabam beneficiados pela atuação do grupo nas empresas. Há casos em que eles aruam em conjunto. Isso ocorreu, por exemplo, na Eternit. A companhia viveu um período tumulruado no fim de 2003, quando seu conrrolador, o grupo francês Saint Gobain, resolveu vender suas ações. Era uma reação à decisão do governo da França de proibir a utilização do amianto, matéria-prima que pode provocar câncer se manuseada sem proteção. 

Um grupo de minoritários formado por Barsi, Parisotto, O carioca Victor Adler e o paulista Guilherme Affonso Ferreira criou um novo conselho de administração e, com isso, conseguiu tocar o dia a dia dos negócios. Nos anos seguintes, sob a influência dos minoritários, a empresa reviu sua política de remuneração, dando aos principais executivos ações como recompensa. Queria, com isso, garantir uma preocupação com as finanças da empresa no longo prazo. A Eternit passou também a fazer parte do Novo Mercado. segmento da Bovespa que reúne as empresas mais transparentes e com as melhores práticas de gestão, e - como não poderia deixar de ser - aumentou a distribuição de dividendos. De lá pa-ra cá. as ações subiram mais de 900%, enquanto o Ibovespa ganhou lS0º{,. 

Nos Estados Unidos, a aruação dos minoritários no dia a dia das empresas é muito mais comum - e também mais incisiva, porque há milhares de companhias abertas sem um controlador, o que aumenta a influencia dos pequenos (aqui, só sete empresas tem controle pulverizado). Em casos extremos. os investidores ativistas. como são mais conhecidos nos Estados Unidos e na Europa, chegam a pedir a cabeça de executivos e fazer campanhas públicas para forçar as companhias a seguir determinado caminho. A administração do site de buscas Yahoo!, em crise há anos, vem sofrendo com as pancadas dadas pelos ativistas. Em 200S, o americano Carl Icahn pediu a demissão de Jerry Yang, fundador e então presidente, porque ele rejeitou uma proposta de compra pela Microsoft - que Icahn considerava vantajosa. Passou a dar entrevistas dizendo que a empresa era mal administrada e que Yang deveria dei-xar o cargo, o que acabou ocorrendo. Um ano depois. ele vendeu suas ações, mas as dores de cabeça causadas pelos ativistas não cessaram. Em 2012, o fundo Third Point criou um site (www, valueyahoo.corn) em que exige maior participação dos minoritários no conselho de administração. Como o Brasil ainda é a terra dos controladores, os minoritários não podem se dar ao luxo de ser tão agressivos assim. até porque a chance de vitória é menor. A solução é fazer parte dos conselhos para influenciar na gestão - método adotado pelo paulista Luiz Alves Paes de Barros. um dos fundadores da ges[Ora Hedging-Griffo e um dos maiores investidores do país. Paes de Barros era o maior acionista individual do Banco Real antes da venda para os holandeses do ABN Amro, em 1995. Já foi conselheiro da construtora Cyrela e da fabricante de produtos médicos e hospitalares Cremer e, hoje, está no conselho das empresas do grupo financeiro Alfa. 

Mas ninguém adora essa estratégia de forma tão abrangente quanto o paulistano Guilherme Affonso Ferreira. Aos 60 anos. ele não tem nada de Carl Icahn: participa de nove conselhos de administração. incluindo o espinhoso conselho da Gafisa. mas não é de briga (leia mais sobre a Gafisa na pág. 84). "Sempre o vi como um sócio interessado no crescimento da companhia, um sujeito que participava de maneira intensa das discussões pertinentes", diz Pedro Moreira Salles. presidente do conselho de administração do Itaú Unibanco, empresa que teve Ferreira como sócio por mais de 20 anos. Com esse jeitinho "parceiro" de ser, Ferreira acumulou uma incrível fortuna. No fim dos anos SO, seu pai era dono de uma das revendas no Brasil da multinacional americana Caterpíllar, fabricante de máquinas industriais e agrícolas. e queria comprar outras empresas do setor para criar um conglomerado. Só que esbarrava no mesmo problema: quando os negócios iam bem e sua empresa conseguia acumular caixa para fazer uma oferta de aquisição, os concorrentes também estavam ganhando dinheiro e pediam um preço alto demais; quando o mercado estava no buraco, não sobrava dinheiro. "Até que sugeri a meu pai aplicar em ações de setores diferentes do nosso, para que esse investimento estivesse em alta quando a empresa ficasse na pior", diz Ferreira. Seu talento para investir era tanto que a família decidiu vender a empresa e cuidar apenas da administração das ações. 

Um dos mandamentos de Guilherme Ferreira - e que vale para qualquer um que pensa em investir em ações - é pesquisar, a fundo, a história dos controladores antes de colocar dinheiro numa empresa. Ou seja, nada de investir em micos mal administrados só porque estão baratos. Segundo ele. foi isso que evitou que comprasse, durante o Plano Cruzado, ações dos bancos Nacional e Econômico - que, na época, iam muito bem, mas quebraram na década seguinte, quando seus donos foram processados. "Os papéis estavam muito desvalorizados porque existia a percepção de que os riscos eram muito grandes", diz ele. Depois de descartar os bancos-problema. investiu no Unibanco (que comprou o falido Nacional em 1995). Ferreira começou a comprar as ações por centavos e vendeu boa parte mais de duas décadas depois. quando passaram dos 15 reais, após a união com o Itaú, em 2008. 

O QUE APRENDER 

O que aprender com as histórias dos homens mais ricos da bolsa? Há, claro, muito em suas trajetórias que não pode ser aplicado na rotina de quem investe pequenas quantias. Segundo estatísticas não oficiais da Bovespa, e tirando da conta quem aplica em fundos de ações, 80% dos investidores individuais brasileiros têm menos de 35000 reais aplicados em ações. São 450000 pessoas que. por motivos óbvios, não terão o mesmo grau de influência de Guilherme Affonso Ferreira nas empresas de que são sócias. Mas suas regras básicas de investimento podem ser replicadas por qualquer um. Em geral, e não por acaso. elas seguem o que diz o bilionário americano Warren Buffett. terceiro homem mais rico do mundo. Paciência é a chave. Buffett costuma dizer que seu horizonte de tempo ideal para investimentes é a "eternidade". Barsi, Parisotto. Ferreira e seus pares abominam a ideia de "grandes tacadas", É a turma do devagar e sempre. Há, também. regras comuns a eles e que vão contra o senso comum que norteia os investidores médios. De maneira geral, eles diversificam pouco - Buffett costuma dizer que só quem não sabe o que está fazendo precisa espalhar seu dinheiro pelo mercado. 

Os grandes investidores brasileiros não costumam ter mais de 15 ações em carteira. Dizem que. assim, conseguem acompanhar cada companhia mais de perto (a estratégia já foi resumida dessa forma: mantenha seus ovos na mesma cesta. Eles detestam investimemos em renda fixa, atitude difícil de recomendar a quem tem pouco dinheiro. Mas. em comum, também descartam investir em imóveis. algo que tem estado na moda no Brasil. Guilherme Ferreira paga aluguel até hoje. "Aplicar em imóveis é terrível. Você precisa pagar advogado. corretor, o preço depende de uma negociação particular e, ainda por cima, é obrigado a comprar ou vender tudo de uma vez. Não pode vender o banheiro e manter a cozinha. por exemplo", diz Victor Adler, que é um dos maiores acionistas da Eternit, da petroquímica Unipar e da fabricante de tubos de aço Confab, que está fechando seu capital. 

Esse amor desmedido pela bolsa pode fazer com que nossos Buffetts pareçam loucos. A bolsa não é aquele lugar em que fortunas evaporam no ritmo das crises? Basta olhar para o que fizeram em tempos de pânico para comprovar que quem não entende a natureza do mercado acionário são os outros. A carteira de ações de Lirio Parisotto perdeu 60% do valor no auge da crise de 2008. O gaúcho perdeu (no papel) nada menos que 1 bilhão de reais na brincadeira. Mas não chegou a perder O sono. "É claro que é ruim. mas não dá para vender num período assim. Aproveitei para comprar mais". diz. Parisotto e seus pares sabem que as empresas em que investem continuarão produzindo, lucrando - e pagando dividendos. Parisotto ganha mais de 100 milhões de reais por ano em dividendos, E todo o dinheiro perdido em 2008 foi recuperado no ano seguinte. 
Outro pomo comum a esses investidores é sua absoluta falta de interesse pelos fatos que apavoram os simples mortais. A Grécia vai sair do euro? A economia americana vai acelerar? O Ibovespa vai passar de 65000 pomos no final do ano? Eles não têm nada muito interessante para dizer sobre isso - e também não se preocupam em encontrar as respostas. Como estão no mercado com a expectativa de ficar por um bom tempo, avaliar a situação das empresas é mais importante do que analisar o cenário internacional. 

É provável que. nos próximos anos, aumente o número de grandes investidores na bolsa. Nunca houve tantos milionários no pais, e a renda dos brasileiros cresce a cada ano, o que, pelo menos em tese, abre espaço para que mais recursos sejam poupados (se houver uma trégua no consumo, lógico). Além disso, com a queda dos juros, espera-se que mais pessoas fiquem tentadas a comprar ações. Se isso ocorrer, os novatos vão encontrar a Bovespa no melhor patamar da história - não em termos de valor das empresas, já que a bolsa anda de lado há três anos. mas em regulação e transparência (apesar das falhas ainda existentes, como mostra a reportagem da pág. 128). Nos pregões dos anos 70 e 80, o sinónimo de investidor era o especulador Naji Nahas. que fazia operações de altíssimo risco. 

Não se trata de demonizar quem opera no curto prazo - sem eles. haveria muito menos compradores e vendedores nos pregões, o que prejudicaria todo mundo, A novidade é o surgimento de um grupo que olha o longo prazo, quer construir fortuna aos poucos e ajudar as empresas nas quais investem. "É pre-ciso ter investidores de diferentes perfis. Um mercado depende disso para se tornar maduro de fato", diz Paulo Bilyk, um dos fundadores da gestora Rio Bravo Do engraxate ao bilionário.

2 de maio de 2012

Cobrança Indevida?

Você tem direito à devolução do valor cobrado em dobro com juros e correção, segundo o parágrafo único do artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor.


Você tem acompanhado as taxas que a sua corretora tem cobrado?


Bons Investimentos!


Fonte: Estadão

6 de janeiro de 2012

Warren Buffett

Warren Edward Buffett nasceu em 1930, dez meses após a Terça-feira Negra, a quebra da bolsa de valores de 29. Dois anos depois, seu pai, perdeu o emprego junto à quebra do banco Union Street Bank. Filho da Grande Depressão Buffett começou a trabalhar cedo com o sonho de ser rico. Aos 6 anos começou vendendo chicletes, aos 10 anos começou a vender bolas de golfe usadas, aos 11 anos comprou sua primeira ação (Cities Service Preferred), aos 14 comprou uma fazenda, aos 17 montou uma rede de fliperamas, aos 19 anos leu o livro Intelligent Investor, o primeiro livro a descrever, para investidores individuais, ferramentas analíticas e arcabouço emocional, escrito por Graham e Buffett considera até hoje como o melhor livro sobre investimentos que existe. Buffett decidiu estudar na Columbia Business School para poder ter a chance de ter aulas com Graham. Aos 24 anos conseguiu um emprego na empresa Graham-Newman, empresa de Graham e seu sócio Newman. Buffett foi o aprendiz de Graham. Para Buffett, Graham seu foi professor, empregador, amigo e o segundo homem que mais influenciou sua vida depois de seu pai Howard.

Em 1965 Buffett adquiriu a Berkshire Hathaway, inicialmente uma empresa no setor têxtil e atualmente é uma holding que administra empresas de doces, movéis até seguradoras e jóias. A Berkshire Hathaway obteve um retorno anual de 20,3% ao ano desde1965. Entre 1965 e 2009, Buffett conseguiu um retorno acumulado de 434.057% enquanto a Standard & Poor´s 500 (S&P 500) 5.430% no mesmo período segundo a carta escrita, por Buffett, para os acionistas da Berskshire Hathaway (2010). Bufett é investidor mais bem sucedido do mundo, maior filantropo do mundo e terceiro homem mais rico do planeta, segundo a classificação da Forbes (2011), somente atrás do mexicano Carlos Slim e Bill Gates fundador e ex-presidente da Microsoft.